O quanto a minha ansiedade custa

O quanto a minha ansiedade custa

Não sei se, nos últimos tempos, a quantidade de conversas sobre transtornos mentais tem crescido ou se eu comecei a prestar mais atenção no assunto após ser diagnosticada com transtorno generalizado de ansiedade (TGA). Porém, algo que eu sempre reparo é em como os aspectos mais discutidos dizem respeito às implicações pessoais e sentimentais, que, convenhamos, podem ser bastante complexas. Quase ninguém, entretanto, aborda os aspectos financeiros envolvidos (tanto para a pessoa quanto para o país) – algo que eu quero usar este espaço para falar um pouquinho, com base na minha experiência.

Eu costumava ter um pouco de resistência para falar sobre o assunto, principalmente por causa do tanto de gente que se sente mais ‘especial’ ao dizer que “tem ansiedade”. Não me entendam mal, por favor, eu tenho plena consciência de que muita gente está sofrendo com isso (não é à toa que chamam de mal do século). Porém, lembram que, na época do Orkut, muita gente achava bonito ser bipolar? Hoje eu vejo a ansiedade listada até em perfis do LinkedIn como um ponto positivo (!!!), o que me incomoda bastante, já que, com o perdão do termo, sofrer de ansiedade é uma merda.

Na minha família e no meu grupo de amigos, algumas pessoas passaram por momentos complicados na vida, enfrentando doenças bem severas, incluindo as doenças mentais. Dentro de casa, tem o caso da minha irmã, que apresenta uma limitação física e já passou por inúmeras cirurgias na vida dela. Eu nunca vi como algo aceitável reclamar de qualquer sentimento que eu estivesse tendo, principalmente quando eu nem sabia explicá-lo, e porque, bom, eu aparentemente sempre tive tudo perfeito. Uma boa família, bons amigos, condição financeira estável, comida na mesa, roupas no armário, boas escolas e oportunidades.

E eu sou muito grata a isso, mas, ao mesmo tempo, entendi que eu deveria guardar tudo para mim. Tinha um mundo só meu e, sinceramente, não sei de onde surgiu tal coisa, visto que minha mãe sempre se colocou a disposição para me ajudar em tudo. Mas eu não queria incomodar.

Como resultado, sempre tratei doenças (de qualquer tipo) como emergências. Só procurava ajuda médica em casos extremos. Até algum tempo atrás, nem fazia meus exames de rotina. Eu realmente não sabia entender as coisas que aconteciam dentro de mim e, então, para mim, meus sentimentos estranhos nunca entraram na tal categoria ‘emergências’.

Só que, vocês devem saber, é muito fácil uma coisa do tipo virar uma bola de neve. A minha própria ansiedade fez com que eu negligenciasse minhas amizades e meu namoro (em momentos em que simplesmente não conseguia dar as caras), perdesse aulas, cursos, oportunidades de viagens e, inclusive, com que eu esquecesse de cuidar de mim. Eu tinha pavor de sair para me exercitar e até hoje não sei o porquê. Nas minhas maiores crises, eu nem comia.

Mas, por mais absurdo que pareça (e seja), eu não comia porque eu não me sentia bem em gastar dinheiro com isso. Nem com xerox para a faculdade. E ficava extremamente nervosa quando precisava comprar passagens de ônibus. Não importava se era algo caro, barato, supérfluo ou necessário – eu ficava mal e pensando que, por algum motivo (não importando qual), eu não deveria gastar.

E, gente, eu sei que não faz sentido algum. Como já mencionei, nunca faltou dinheiro ou qualquer outra coisa na minha vida. Só que eu aprendi que não existe resposta para tudo. (E, enquanto me abro, torço para que meus pais, leitores fieis, não queiram me matar.)

Como as pessoas que gastam demais, eu também tinha pavor de olhar a fatura do cartão de crédito, mas não pelos mesmos motivos, como agora vocês já sabem. Eu sempre soube que algo estava errado. No fim, acabava gastando em coisas bobas e inúteis numa tentativa de me convencer de que poderia/deveria gastar dinheiro. Fazia idas ao shopping tentando me convencer de que eu merecia determinada coisa porque “isso vai me fazer bem”. Então, para mim, especialmente antes de ter meu primeiro tratamento, a ansiedade se manifestava principalmente nos gastos vazios (e na reclusão, claro).

Ao mesmo tempo, encontrar as maneiras de realmente fazer um tratamento para este tipo de desordem pode ser outro grande problema, visto que ele se relaciona diretamente com a questão financeira. Os custos de um tratamento – desde consultas médicas (que podem não estar inclusas em um plano de saúde ou serem extremamente complicadas de se conseguir horários em uma data próxima) até o custo dos medicamentos mensais e tudo o que a pessoa possa precisar durante a sua recuperação podem ser gigantes.

Além disso, para muita gente, a ansiedade é tida como algo não tão grave a ponto de justificar tamanhas despesas. Muito disso, claro, tem a ver com a percepção dos outros, mas também pode ser algo pessoal – como no meu caso, em que eu via de perto pessoas queridas sofrendo de depressão e, para mim, parecia que eu estava sendo egoísta ao pensar que, talvez, eu também precisasse de ajuda.

Só que chegou num ponto em que o meu estado começou a implicar no meu desempenho profissional (e eu estava no meu primeiro emprego). Teve um dia em que eu precisei ligar para o meu chefe dizendo que eu não poderia ir trabalhar porque estava com febre e vômito, quando, na verdade, eu estava tremendo, sem conseguir me manter em pé e chorando por causa de uma coisa que eu nem sabia o que era. Como que eu poderia explicar algo assim? Eu não sabia. E teve outra vez em que eu nem consegui ligar ou sair da cama o dia todo.

E aí eu entendi que, por ter boas condições de vida, eu deveria fazer algo a respeito. Eu, no fundo, não precisava me preocupar com as implicações financeiras de um tratamento porque eu tinha condições de pagar por um tratamento para melhorar meu problema. Eu tinha apoio dos meus pais e das pessoas próximas. Infelizmente, eu acredito que a maioria das pessoas barra exatamente nesta questão – elas não podem se “dar ao luxo” (como já ouvi uma vez) de sofrer com algum problema mental. Simplesmente não existe a opção, mesmo sendo algo que a gente não escolhe.

E apesar de ter se passado alguns anos desde que consegui tomar a decisão de me esforçar bastante para fazer alguma coisa a respeito e procurar ajuda, eu sinto que é algo que sempre vai estar comigo. Eu melhorei bastante, minha relação com o dinheiro está chegando a um patamar bem saudável (em que eu posso refletir sobre meus gastos impulsivos, meus arrependimentos de gastar e de não gastar dinheiro e manter um equilíbrio nas minhas finanças pessoais) e minha vida, de uma forma geral, está se encaminhando para o meu ideal. Mas eu ainda sinto, eventualmente, sintomas físicos bem característicos – coração (muito) acelerado, falta de ar, dores de cabeça e tensão muscular, e tenho uma dificuldade tremenda em entender que a origem de tantas dores físicas está na minha cabeça. Até por isso, hoje faço consultas e exames periódicos com diferentes especialistas e busco um estilo de vida mais tranquilo, regrado e equilibrado.

E, mesmo que eu ainda esteja dando passos, sei que tenho um controle muito maior sobre a minha ansiedade e entendo que tenho o privilégio de poder falar sobre isso abertamente. Eu estou aprendendo a me importar com o que realmente vale a pena. Estou aprendendo a não me deixar afetar por qualquer coisa. E é por isso que eu resolvi escrever sobre o assunto, que já foi tão ignorado e tão delicado para mim. Eu sinto como se fosse mais um passo que eu precisava dar. Saber que isto ainda pode, eventualmente, ajudar alguém por tabela fez com que eu não pensasse duas vezes. No fim, foi por isso mesmo que o Moderando nasceu.

A ansiedade acaba sendo encarada, muitas vezes, como um simples estresse, mas é uma legítima doença mental que merece ser abordada e tratada de maneira séria. Dito isso, eu encorajo todo mundo a pensar nos transtornos mentais não só no seu aspecto emocional e nas implicações pessoais, mas também em como elas podem impactar nas finanças. Uma das partes de se manter saudável acaba sendo, justamente, ser saudável financeiramente.

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  • Disse tudo, as pessoas que não possuem ansiedade diagnosticada leva de forma leviana. Eu faço tratamento para ansiedade e só quem sofre disso, sabe o quanto afeta o nosso dia a dia.

    Beijos
    http://orangelily.com.br

    Bruna respondeu:

    Verdade, né? Para mim, o tratamento tem feito muita diferença. Acho que estamos no caminho certo, Lilian. 🙂
    Beijos

  • Com certeza não vejo a ansiedade como ponto positivo, Isso já me atrapalhou várias vezes… É difícil até descrever ao certo como faz eu me sentir..
    Adorei seu post!
    Parabéns….

    Beijos
    Fran
    Achei e Rabisquei

    Bruna respondeu:

    É bastante difícil descrever, né? Muitas vezes parece que não faz sentido algum, mas aquilo continua existindo. Mas que bom que existem coisas que podem nos ajudar. 🙂
    Fico feliz que tenha gostado do post, Fran. Muito obrigada!
    Beijos

  • fico contente de saber um caso de pessoa que conseguiu buscar auxílio e estar superando essas questões. é complicado, mesmo, que muita gente simplesmente não leva a sério pessoas em situações desse tipo e acha que é frescura :/

    eu ando muito mais ansiosa do que o normal nos últimos tempos – principalmente na questão financeira. apesar de morar com meus pais, tenho uma pequena quantidade de dinheiro guardado e, como é pouco e não tenho mais renda (larguei os trabalhinhos para me dedicar mais aos estudos), sempre que preciso e/ou quero comprar algo, me vejo pensando incessantemente no meu dinheiro, no que vai sobrar, se vai faltar. (e eu não gosto de pedir dinheiro a eles)

    por curiosidade, como é que se faz o diagnóstico de TGA?
    meu pai e meu avô têm bipolaridade e eu sempre considerei a possibilidade de ter um pouco disso, mas nunca quis ir em um psiquiatra – talvez pelo medo de que parece que hoje em dia diagnosticam como bipolaridade qualquer mudança de humor que a pessoa anda passando e receitam remédio facilmente…

    Bruna respondeu:

    Oi Fabíola! Tem muitas coisas que as pessoas tendem a achar que é frescura, né? Até por isso que quem realmente sofre com alguma coisa costumava ficar calado, o que eu acredito que possa agravar ainda mais o problema (como no meu caso).
    Esse último ponto que você colocou, sobre os diagnósticos, foi uma das coisas que me levou muito a “enrolar” para fazer um tratamento mais sério. Na primeira vez que me falaram que eu poderia sofrer de ansiedade, muitos anos atrás, eu achei que era meio demais, pois não via muita coisa nisso, sabe? E, às vezes, só estamos passando por um momento mais difícil mesmo. Mas o diagnóstico final, algum tempo depois, veio após uma bateria de exames. Eu tive um episódio bem complicado (que depois descobri ser um ataque de pânico) e parei na emergência do hospital achando que estava morrendo. O cardiologista até pensou ter encontrado um sopro no meu coração e me encaminhou para tudo quanto é tipo de exames. Consultei outros especialistas também (neuro, otorrino, endócrino e ortopedista) para fazer mais exames e tentar encontrar uma explicação para todos os sintomas físicos. Não apareceu nada, tudo perfeito no corpo, e então me convenci a visitar um psiquiatra. Foi indicação da minha cardiologista, que ficou bastante preocupada e se colocou a disposição para me ajudar. Então eu senti confiança, sabe? Parece que é tão difícil encontrar médicos bons. Fiz algumas consultas e me abri totalmente. Eu acredito que você não tenha que fazer os exames, que as conversas com o psiquiatra bastam, mas, como eu cheguei num ponto extremo, sabia que não conseguia relaxar pensando que talvez eu estivesse com um problema físico muito sério.
    Desculpa ter escrito tanta coisa assim para te responder, mas quis passar um pouco do que vivi para te situar, já que eu não pesquiso muito sobre a ansiedade de uma forma geral – isso estava me deixando mais nervosa, então comecei a focar mais em mim. Mas do que você disse sobre sua situação atual, talvez seja bom você ver isso antes que sua preocupação sobre a questão do dinheiro tome alguma proporção acima da “saudável”. Às vezes a gente só precisa de um toque simples para equilibrar as coisas. 🙂
    Se eu mais te deixei confusa do que ajudei, me avisa que eu tento de novo, hehe.

  • Eu sinto uma vontade genuína de matar quem se diz ansioso como uma brincadeira ou como um ponto positivo. Ou quem fala achando que ser ansioso é igual ser tímido ou extrovertido, uma ~característica~. Quem já teve uma crise sabe que é uma das piores sensações do mundo, que é grave, que é horroroso, não é uma brincadeira.

    Eu amei a sinceridade do seu texto, me vi em vários momentos! Revivi vários episódios, realmente mexeu comigo. Entendo os medos, as angustias e os gastos, que não são poucos. Tenho uma amiga que houve frequentemente da mãe o quanto o diagnóstico dela é frescura e eu falo que nesses casos é só mostrar a conta da farmácia, nenhuma frescura ia custar tão caro.

    Esse tratamento é longo e em um ritmo que varia muito pra cada pessoa, mas só de você se conhecer melhor e sentir que está mais no controle, já é um avanço que muda a vida, sabe?

    Belo texto, mesmo! E fica firme aí. 🙂

    Bruna respondeu:

    Nicas, concordo muito com você. Desde o ponto em que se decide fazer alguma coisa até começarem a aparecer alguns resultados positivos, parece que algo já muda. Eu lembro da minha cardiologista me fazendo entender que o que eu tenho pode ser controlado e até curado, e que é algo que precisamos aproveitar. Mas, claro, apoio acaba sendo fundamental – fico triste que a mãe da sua amiga ache que seja frescura, quando na verdade algumas coisas só não apresentam uma explicação com a qual estamos ‘acostumados’. E eu sei de mais gente que acaba barrando nessas coisas. É difícil tentar ficar bem fechando os ouvidos para o mundo quando já se tem que fechar para muita coisa da própria cabeça.
    Ao mesmo tempo que eu fico feliz que o assunto esteja em evidência, eu me preocupo com o fato de não ser levado tão a sério. É até difícil explicar, né?
    Eu agradeço muito suas palavras e desejo muita força para você também. 🙂

  • muito bom o seu post! não entendo esse povo que trata a ansiedade como algo normal e positivo, assim como também não entendo quem fala que depressão é frescura. São doenças e precisam ser respeitadas e tratadas.

    Bruna respondeu:

    Exatamente, Grazi. São doenças mais comuns do que a gente imagina e a forma com a qual são tratadas pode afetar o destino de tantas pessoas…
    Obrigada pelo seu comentário!
    Beijos

  • Muito legal esse post!
    Meu marido sofreu muito com a ansiedade. Ele só percebeu isso quando começou a adoecer.. o coração acelerado, as dores de cabeça, dores no peito, vômitos e outra coisas, fizeram ele achar que estava quase morrendo. Chegou até a tomar remédio para pressão alta.
    Depois que ele descobriu que a causa de tudo era a ansiedade, ele começou o tratamento adequado, mudou de emprego e tudo foi melhorando.
    Eu tinha um pouco de dificuldade de entendê-lo as vezes, mas hoje eu sei que quando ele está muito ansioso ele precisa de um espaço sozinho.
    Realmente virou mais uma moda falar que é ansioso, quando na verdade as pessoas não entendem o verdadeiro mal da ansiedade.
    Espero que você continue melhorando com o acompanhamento médico!
    Beijos

  • Gostei muito do seu post! Eu fui diagnosticada com o mesmo transtorno, quando tinha 17 anos. Na época eu tinha dores no peito e enxaqueca, indo pra emergência de hospital mais de uma vez, achando que era problema no coração. Foi aí que o cardiologista me disse que não, que é era transtorno de ansiedade generalizada. Me indicou psicólogo, psiquiatra, yoga, tudo que pudesse ajudar. Tive péssimas experiências com isso e acabei encontrando a minha própria forma de lidar. Hoje eu me sinto bem melhor, mas quando acontece qualquer mudança, voltam alguns sintomas e bate aquele desespero. Choro, dor, não da vontade de fazer nada, preocupação excessiva sem motivo. No meu caso, remédio, terapia, não funcionou. Acredito que cada pessoa deva tratar da forma que for melhor, mas nunca deixar de lado. É uma dor, uma angústia, um medo horrível, que não desejo pra ninguém. Me incomoda quando vejo algumas pessoas falando como se fosse algo legal ou fazendo vídeos no YouTube querendo atenção, e não para ajudar quem realmente passa por isso. Gostei muito mesmo de ler seu post e espero que você melhore e consiga lidar de uma forma saudável, cada vez mais.
    Um beijo enorme! <3

  • Adorei o post, Bruna. Eu confesso que não entendo muito sobre nenhum transtorno mental, o que sei mais é do senso comum e algumas coisas que leio de algumas amigas que estudam um pouco ou que sofrem com isso. Mas entendo que é importante ler sobre isso e não ignorar quando se sofre de algum deles, é uma coisa que não dá pra superar sozinho deixando a dor ali de lado. E, na real, acho bem babaca uma pessoa que diz que “sofre de ansiedade” sem realmente sofrer com isso ou que imagina que isso seja algo positivo ou engraçadinho. Gostei bastante de ler esse post e espero que continue melhorando e controlando sua ansiedade cada vez mais.

    Um beijo grande!
    Heeey, Maria! | Fanpage

  • Realmente, ansiedade é uma merda. Mais do que uma merda, é uma das grandes merdas que a vida reserva para algumas pessoas, no caso eu, você, e as outras pessoas que comentaram aqui embaixo que dizem sofrer ou que conhece alguém que sofre. Nunca pensei no lado financeiro, mas agora parando pra pensar afeta mesmo. Já no meu caso eu não comia por que eu não sentia vontade mesmo, quando me dava aquela sensação ruim no peito a fome passava imediatamente. Cheguei a perder 3 quilos uma vez, e da última vez, ha alguns dias, perdi mais 2 quilos. Isso é horrivel, é uma grande merda. Não procurei tratamento com remedios, por que quero passar por isso sozinha, pelas minhas próprias forças. Quero um dia respirar fundo e dizer: tenho ansiedade, mas eu me trato comigo mesma, eu luto todos os dias e passo por isso todos os dias. Quero ser forte, não por mim, mas por todos que sofrem junto comigo com isso.
    mais do que amei seu post <3 Obrigada por ter falado isso e me ajudado a desabafar <3

    http://www.agindodiferente.com

  • Pra mim a ansiedade não é tanto pelo lado financeiro mas pelo lado do futuro sabe? Eu sempre me preocupo de que não estou aproveitando o tempo e de que a qualquer momento pode acontecer uma tragédia. Mas nada grave, na verdade, apenas pensamentos que surgem de vez em quando. Foi bom ler seu relato para entender esse transtorno.

  • Oi Bruna, tudo bem?
    Seu post está incrível, e com toda certeza pode ajudar pessoas que estejam passando pela mesma coisa.
    Convivi com isso ha pouco tempo com minha mãe, ele teve algumas crises de ansiedade bem fortes, mas graças a Deus e ao tratamento, hoje está bem controlado.
    Abraços,
    Amanda almeida

  • Que post mais esclarecedor Bruna! As vezes a gente não imagina o impacto que a ansiedade pode provocar né? Já perdi o sono várias vezes por conta disso… e ainda tem gente que acha que é brincadeira :\

  • Sério que colocam ansiedade como ponto positivo ? Só quem sofre com isso sabe como é né amôura :/

    Beijo !

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  • Fiquei chocada… como assim ansiedade como pontos positivos no Linkedin???
    Seu texto está perfeito. Realmente, abordado um lado bem raro de escutarmos sobre a ansiedade.
    Penso que, parte deste problema com a sociedade é que eles tem um conceito errado sobre ansiedade. Ansiedade não é apenas estar impaciente sobre algo. Ansiedade é uma palavrinha que reúne uma série de sentimentos e sensações (emocionais e físicas) que podem ser paralisantes.
    Eu também cheguei a ter estes problemas… o medo de sequer sair da cama e me dirigir ao trabalho. O pior é que eu gostava muito do meu trabalho e das pessoas de lá… não conseguia encontrar uma explicação para o que sentia e muita gente acaba nos taxando de preguiçosos, ou medrosos que não enfrentam as coisas….
    É triste, mas o primeiro passo é o que você fez: conscientizar as pessoas sobre a real seriedade da ansiedade.
    Parabéns!

    Beijos 🙂
    Andréia Campos
    http://petitandy.com

  • Seus posts estão cada dia melhores e mais profundos!
    Beijo
    😉
    Blog| Instagram| Canal no Youtube|

  • Eu não era nem um pouco, mais depois de adulta desenvolvi isso, acho que é toda a pressão dos adultos ao meu redor.
    A mim custou a minha carta de moto.
    Ela só atrapalha não é? Mais eu preciso aprender a vencê-la ufa.

  • Que ótimo saber que hoje em dia você caminha para uma vida ‘ideal’ e sua relação com o dinheiro e gastos é saudável!
    Eu sou uma pessoa bem ansiosa, não me afeta no dinheiro, mas em muitas outras coisas. É complicado… acho que jamais podemos achar que ansiedade ou qualquer doença do emocional seja uma bobeira, ou seja algo legal, é sempre algo sério. Deve ser levado á sério!

    https://heyimwiththeband.blogspot.com.br/

  • Fernanda

    Olá Bruna,

    É difícil conversar com pessoas que não te nenhuma informação sob o seu caso ou outros tipos de transtornos. Por ser dislexia sei como você se sente perante a sociedade. No meu caso, troco diversas letras tanto na fala como na escrita e é difícil explicar para as pessoas. A vida inteira tive que ficar me explicando que hoje em dia nem falo mais..

    Um beijo,

    http://www.purestyle.com.br

  • Que texto maravilhoso! Sempre sofri com a minha ansiedade e agora estou com ela a todo vapor, estou cheia de compromisso e louca para dar conta de tudo. Ela afeta muito nosso dia a dia, né?

    http://www.kailagarcia.com

  • Oi Bruna, tudo bem?
    Parabéns pela coragem de abordar este assunto aqui, me identifiquei em algumas partes e realmente, a ansiedade é uma merda!
    Às vezes acham que isso é comum, mas não… Aliás, a ansiedade generalizada não.
    Claro que, ansiedade (um pouco) todo mundo tem, em determinadas situações é normal/comum, mas viver com isso o tempo todo não é e realmente é importante procurar ajuda.
    Muito bom o post e seu depoimento Bruna, parabéns!

    Ah, tem post novo lá no blog amore, te convido a ir conferir! =)

    Beijos
    Amanda Z.
    http://www.diariodelooks.com

  • Bru, eu adoro as suas postagens sempre tão verdadeiras e que pegam em cheio no que sentimos. Amei ter conhecido teu blog através do BEDA, viu?

    Sobre o post, super concordo. Eu já sofri muito por causa da ansiedade que veio quando estava com problemas de saúde. É horrível e não e nada bobo. Tem que tratar mesmo.

    Beijo, Bru.

  • Conforme li o seu post fui lembrando da ansiedade em diferentes fases da minha vida. E sim, também afetou a vida financeira em algum momento. Eu era absurdamente ansiosa durante a adolescência, mas na época eu não via isso como uma questão que poderia ser resolvida, era mais como “eu sou assim mesmo”. Mas olhando agora percebo que até nos meus relacionamentos (família, amigos, namoradinhos) eu conturbei com decisões baseadas na ansiedade.
    Então todo aquele aperto no coração (sem saber porquê) e sensação de ser o último dia da minha vida era uma enorme onda de ansiedade!
    Gostaria de ter encontrado o seu post naquela época. Maaas como o passado não volta, fico contente em saber que aprendo a lidar com ela a cada dia, e hoje sou muito mais tranquila. Atualmente o que me deixa mais ansiosa é quando não posso resolver uma situação/problema instantaneamente, tenho um pequeno surto interno, mas depois passa e acabo aprendendo a lidar.

  • Nossa Bruna, lendo seu texto cheguei a conclusão de que preciso procurar um profissional, pode ser que o que tenho sentido ultimamente seja algum tipo de transtorno relacionado a tudo o que você escreveu. Obrigada!

    Bjokas da Vaci :*
    http://blogpapodeesmalte.blogspot.com.br

  • Tatyelle

    Olá Bruna! Gostei muito do seu post. Parabéns!
    De verdade, é muito importante abordar problemas desse tipo, principalmente quando grande parte da população jovem, sofre do mesmo transtorno, ou transtornos do gênero, mas não tem nenhum apoio para enfrentar tudo, e acaba sendo julgado sem o menor sentido. Mas como você mencionou, às vezes, o medo de pedir ajuda, pedir por socorro, é maior e tudo acaba sendo guardadinho no peito, piorando bastante as coisas. Por isso, é importante encorajar e motivar as pessoas que sofrem com transtornos assim, a pedir ajuda principalmente à família.
    Precisamos de mais textos assim no mundo, de mais pessoas dispostas a ajudar as outras, nem que sejam com pequenas palavras.
    Adorei o texto e tudo que você abordou nele! Parabéns!

  • O post realmente é bem interessante. Tenho plena certeza que sofro deste transtorno, chego a “inventar” desculpas (com alguns sintomas reais) para não ir pra escola, e chego a faltar mais da metade do mês. Tanto que desde o início do ano, ainda não fui uma semana completa pra escola. Sempre falto no mínimo uma vez por semana =(((

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  • Nossa, super lembro da época do Orkut em que ser bipolar era legal, até o dia que eu pesquisei o que era bipolar e fiquei tipo “GENTE, QUE ISSO, É UMA DOENÇA, NÃO UMA BRINCADEIRA” aí discuti com todo mundo de uma comunidade lá. Eu não fui diagnosticada com ansiedade, porque nunca procurei saber, mas sei que toda vez que fico nervosa/ansiosa, tendo a ou comer demais ou gastar demais </3 esse é o meu probleminha. Eu queria até checar pra ver se tenho alguma coisa assim do tipo, seja de ansiedade ou qualquer outra mental, pra poder me tratar a tempo, porque eu quero é SAÚDE!!! Agora, vou te falar, vou fazer minha primeira viagem sozinha pra outra cidade, de ônibus, no começo de setembro… To uma mistura de nervosismo e ansiedade tamanha aqui. Sério. Loucura! E eu concordo com você, ser saudável implica na parte financeira também, que aí você não tem preocupação com nada, de conta pra pagar, de "ai meu deus, será que vai dar pra pagar essa conta" ou coisa do tipo, o que me deixa bem estressada também. Enfim, adorei o post!

    Beijos!

  • “aí eu entendi que, por ter boas condições de vida, eu deveria fazer algo a respeito” – essa foi a minha frase favorita! Ando utilizando como lema de vida. Olha, ansiedade não é bobagem mesmo, Pelo que entendi, você começou a desenvolver um sentimento de “eu não mereço que gastem tempo/dinheiro comigo”, e acabou com você mesma se negligenciando. Fico MUITO feliz que você tenha percebido que você vale a pena SIM. E que ansiedade é algo sério, não é nenhuma bobagem.
    Beijos!

    claramenteinsana.com

  • Acho que muita gente confunde ansiedade com uma simples expectativa. Não entendo profundamente do assunto, mas eu achava que era suuuuper ansiosa…. só quando vi que realmente era algo bem sério e que pessoas sofriam com isso que me dei conta que eu estava exagerando no meu sentimento sabe?! O mau é que muita gente encara como uma bobeira ainda, e intencionalmente ou não acaba “menosprezando” quem sofre com isso.
    Que bom que está tendo a ajuda necessária!!!
    Beijooo!!!

  • Bru, vim no seu blog me atualizar e bati o olho neste post e antes de qualquer coisa vim ler. Eu entendo você…. A parte que você disse que não entendia o que estava acontecendo, a parte de que admitir precisar de ajuda poderia ocasionar em um possível peso para sua família… A parte de começar a sentir sintomas físicos que não possuem razão aparente, é tudo dentro da nossa cabeça… Aposto que você, ao escrever este texto se entendeu e se descobriu um pouquinho mais… Daqui a alguns meses, você vai reler o post e nem vai acreditar que escreveu isso, que teve a lucidez de traduzir em palavras as suas angústias… Há quase 10 anos eu faço tratamentos para esses males emocionais… Homeopatia, terapia com psicólogo… Hoje descobri que tenho transtorno bipolar, fibromialgia e mais coisinhas e por isso fui para ‘drogas mais fortes’… Mas a cada dia que passa, mesmo com os dias ruins, eu me sinto melhor e mais consciente do que me faz bem… Cada dia é uma luta, mas como vale a pena lutar, né não? Beijinhos… Au Revoir!

  • Minha mãe sofre de TGA. É horrível ver como ela fica. Só quem passa entende. Vou recomendar seu texto para ela! Obrigada por compartilhar.

  • Zara

    Nunca vi ninguém usando a ansiedade como ponto positivo, mas percebi que ansioso é o novo perfeccionista, pessoas usam isso em entrevistas de emprego como se fosse um defeito, sem que isso afete de verdade a vida delas.
    O jeito como a sociedade lida com doenças psiquiátricas é um grande problema. Eu já tive depressão grave e ouvi de pessoas até esclarecidas e inteligentes que não deveria ir ao médico, que bastava eu querer mudar e até que tinha gente sofrendo coisas piores, como se sofrimento medisse. Hoje eu me incomodo muito quando vejo alguém brincando com o transtorno bipolar, porque tenho um caso grave na família e o que muita gente não sabe é que em casos mais raros e muito graves o bipolar pode ter surtos psicóticos como um esquizofrênico, mas ninguém brinca dizendo que esquizofrenia, né? (Ou brinca, sei lá, só quando se vê de perto é que passamos a tratar como assunto sério).