Como fazer seu Planejamento Estratégico Pessoal (PEP) – Parte 2

Como fazer seu Planejamento Estratégico Pessoal (PEP) – Parte 2

E aí, pessoas, começaram a elaborar o Planejamento Estratégico Pessoal de vocês? Estou aqui com a segunda parte da nossa série de três posts sobre o nosso querido PEP.

Clique aqui para ler a parte 1.

No primeiro post, expliquei o que é esse tal de PEP e acabamos descobrindo que uma das partes mais importantes no planejamento – e que, inclusive, é a primeira – é você conseguir responder quem você é. Se você não sabe quem é, dificilmente conseguirá reconhecer com clareza quais são os seus objetivos. E se você onde sabe onde quer chegar, como encontrará formas de chegar lá? Alguém chame o Tom Cruise, pois é uma Missão Impossível.

Com o objetivo de responder à questão relativa ao autoconhecimento, primeiro definimos a missão de vida. Depois, quais valores internalizamos ao longo da vida (principalmente por meio da família). Por último e, talvez, o aspecto mais importante desta fase inicial, estabelecemos nossos pontos fortes e fracos, também conhecidos como potencialidades e fragilidades. No post de hoje, vamos entender como os seus pontos fortes e fracos impactam no seu planejamento final.

Objetivos e metas

Antes de tudo, sinto que é importante esclarecer dois conceitos que podem não ter ficado muito claros no post anterior: o que é exatamente um objetivo? Qual é a diferença de objetivo e meta?

  • O objetivo é aquilo que você deseja alcançar. Como citei no último post, um dos meus objetivos é fazer uma viagem para o Canadá assim que eu me formar. Já o objetivo da minha irmã é comprar um apartamento na cidade nova. E o da minha amiga é conseguir um emprego. Perceberam que muitas coisas podem ser citadas, né?! Todos nós temos (vários) objetivos.
  • A meta, por sua vez, é a forma com a qual você pretende alcançar tal objetivo. Para isso, considera-se também o tempo e os meios para obter a conquista, ou seja, seu plano de ação.

Seus pontos fortes e fracos

Olhar para outra pessoa e dizer o que ela tem de melhor e de pior pode ser fácil, já que vivemos analisando e até mesmo julgando uns aos outros o tempo todo. Porém, quando o jogo vira e temos que olhar para dentro de nós mesmos para fazermos tal análise, o final da história é diferente.

Os pontos fortes são constituídos pelas características que mais gostamos em nós mesmos, o que acreditamos ter de melhor para oferecer para o mundo e para as pessoas. Algumas pessoas têm a tendência de maximizá-los – na nossa cabeça (ou no papel), podemos parecer mais inteligentes, mais estudiosos, mais responsáveis, entre outras coisas, do que somos na realidade. Eu acredito que todos nós temos inúmeras coisas boas para oferecer. Por mais clichê que possa ser, não existe aquela história de “melhor ou pior”: somos diferentes, e são essas diferenças que nos potencializam. Se você tem algo a compartilhar, não tenha medo, mostre para o mundo o seu melhor.

Por outro lado, os pontos fracos são os pontos em que encontramos nossas falhas. Pode ser relativamente difícil percebê-los (ou melhor, de admiti-los). Por vezes, recusamos e evitamos o “confronto” com alguma característica nossa. É muito mais fácil “fechar os olhos” e fingir que aquilo não existe. Não dói, não causa tristeza, não te tira da zona de conforto, que é aquele lugarzinho tão bom que não nos compromete e onde não encontramos problemas. Entretanto, fingir que não existem também não te faz evoluir e nem te torna mais forte. Uma vez reconhecidos os pontos fracos, deve-se começar a trabalhar em cima deles. Reconhecer que aquela situação ou característica está sendo uma barreira e criar mecanismos para vencê-la.

Como seus pontos fortes e fracos podem influenciar na situação futura

O ponto forte, reconhecido e entendido, oferece vantagens competitivas para toda e qualquer pessoa.

  • Se você é uma pessoa carismática e sociável, provavelmente terá uma maior facilidade em desenvolver amizades.
  • Se você tem jogo de cintura, é flexível na hora de encarar as coisas e tem a capacidade de sair de situações complicadas com certa facilidade, certamente irá conseguir lidar muito bem com pessoas e resolver conflitos.
  • Se é comunicativa e com boa oralidade, obterá uma vantagem na hora de expor suas ideias para o gestor da empresa em que você trabalha, por exemplo, o que com certeza fará que ambos os lados (o individual e o empresarial) saiam ganhando.
  • Se você tem dedicação aos estudos, será visto com outros olhos por seus professores, que podem vir a te ajudar futuramente, por meio de uma indicação para algum trabalho no futuro, podendo até ser na posição e/ou empresa que você sempre desejou, não é mesmo?

Os pontos fracos ou fragilidades, por sua vez, podem ser os responsáveis por frear ou até mesmo arruinar o seu PEP.

  • Se você for uma pessoa que se irrita com facilidade e tem tendência a desistir das coisas caso elas não deem certo na primeira oportunidade ou não acontecem da forma como você quer, dificilmente conseguirá desenvolver um bom planejamento, pois, como já dito, talvez ele precise ser adaptado. (Várias vezes, inclusive, dependendo do caso.)
  • Você pode encontrar dificuldade também se, assim como eu, for uma pessoa “avoada”. Em alguns momentos do dia, principalmente quando estou bem cansada, simplesmente ‘desligo’. Fico em uma espécie de transe durante minutos, encarando o nada e pensando em nada, até me dar conta do que estou fazendo e recuperar a concentração na atividade. Acredito que o fato de eu ser uma pessoa tão assustada pode vir dessa característica de ser distraída. (Sério, gente, chega a ser ridícula a quantidade de sustos que eu levo em um único dia. Me assusto com o vento, sem brincadeira.)

Todos nós temos pontos a melhorar, ninguém é perfeito – e isso não é problema; pode ser até bom, pois prova que você é humano e não uma máquina. (O que seria bem estranho. Já pensaram em viver uma realidade igual a retratada no filme Inteligência Artificial? Eu acho que não gostaria.) O que deve ser feito é reconhecer os defeitos e fazer o possível e o impossível para minimizá-los.

Viram como as potencialidades e fragilidades que cada um possui influenciam na hora do PEP? Cabe a você reconhecer cada uma de suas características e usar elas da forma que acreditar ser a melhor e a que mais vai te beneficiar.

 Clique aqui para acessar o último post da série e continuar a elaborar seu PEP.

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  • Adoreeeei esse post, sempre estou procurando formas de realizar meu projetos, e esse post veio a calhar no momento certo!!

    http://www.teoremademahlli.com.br/

    Camila respondeu:

    Que bom que o post te ajudou um pouco, Mariana, fico muito feliz mesmo!!
    Muito obrigada!

  • Como sempre, arrasando nas dicas!! Eu adoreeei esse post, com certeza me ajudou bastante <3
    Beeijos

    http://www.marinaalessandra.com

    Camila respondeu:

    hahahaha, assim fico envergonhada, menina!

    Que bom que o post te ajudou!

    Muito obrigada, Marina <3
    Beijoos

  • Oi Camila, que interessante esses seus posts sobre Planejamento Pessoal. Fico aguardando o terceiro e último post da série. Beijos :*

    Camila respondeu:

    Oi Camila!
    Muito obrigada! O terceiro acabou de ser postado, já pode conferir 😉
    Beijos :*

  • Eu preciso me organizar, criar metas e seguir
    seu post foi mega incentivador
    Grande beijo
    http://www.zilandrarodrigues.com.br

    Camila respondeu:

    Ai que bom, fico muito feliz em ler isso, Zilandra *-*
    Se precisar, estou aqui para ajudar, ok?
    Beijo!

  • Oi, Bru. Meu, que bacana esse lance do planejamento pessoal! É bom que nos leva à autorreflexão, a analisar o que a gente quer realmente pra nossa vida lá na frente. Muito foda. Eu estou tentando responder a essas perguntas, na real. Faço terapia e acredita que meu psicólogo me passou alguma dessas perguntas também? Assim, qual o meu objetivo a longo prazo, como eu quero estar lá na frente, e essas perguntas que são bem difíceis de responder na hora. Exigem um tempo pra matutar. Essa pergunta do “quem sou eu” é bem fodinha, também. Mas consegui passar dela hahaha.
    Reconhecer os defeitos é o primeiro passo, mesmo. Antes eu tinha uma pira de escondê-los, deixar pra lá, fingir que nem foi nada. Só que tudo se torna um pouco mais fácil quando você reconhece e aceita, cara. Esse post é bem esclarecedor, e hoje eu me sinto bem melhor no lance de: ah, errei. mas tudo bem. Hoje eu tento fazer melhor. 🙂
    Quero ver o terceiro, Bru. Gostei muito. ♥

    Camila respondeu:

    Oi Lóri. Que legal que o post foi de encontro com a sua realidade!
    Realmente, essas perguntas são complicadas de responder, principalmente as que envolvem reconhecer seus defeitos e erros, a gente tende a não querer pensar sobre isso. Fui muito tempo assim, mas to melhorando. Reconhecer os erros e muito importante mesmo, e saber que você sempre pode tentar outra vez!
    Muito obrigada pelos elogios 🙂