5 mudanças que me fizeram economizar R$2000 no semestre

5 mudanças que me fizeram economizar R$2000 no semestre

Comecei o semestre sabendo que teria uma rotina super corrida: era o último de faculdade e passei a trabalhar 10 horas por dia (antes eram apenas 6h). Sabia também que em pouco tempo, com o término das minhas obrigações na faculdade, eu ia acabar tendo que mudar de cidade, já que meu namorado estava bem estabelecido em Curitiba e toda minha família continuava no interior do RS – não via motivos para ficar em Porto Alegre “sozinha”. Este último, por si só, foi motivo suficiente para que eu olhasse direitinho minhas finanças – eu não sabia quanto tempo ficaria sem emprego ou sem uma renda adequada.

Eu me organizo de tal forma a todo mês guardar um valor específico para emergências e outro para meu bem estar futuro e para adquirir grandes coisas daqui um tempo, como um apartamento. Tenho pra mim que não posso mexer nesse dinheiro (ele é retirado da minha conta automaticamente), então qualquer outra coisa que eu queira fazer ou comprar deve sair do bolo restante. Estabeleci que, apesar de meu fundo de emergência ser também para situações como um possível desemprego, eu olharia com mais carinho para minha planilha financeira e evitaria gastos desnecessários para meu dinheiro ser melhor aproveitado. Pensei em como seria meu dia a dia e fiz algumas mudanças, cinco das quais contribuíram para uma economia significativa de dinheiro.

1. Usei o tempo de trajeto para o trabalho para me exercitar.

Usar transporte público todos os dias me custaria, com o desconto de estudante (mais vantajoso do que o vale transporte da empresa), algo em torno de 80 reais por mês. Como o trajeto até o trabalho levava apenas 20 minutos caminhando e a parada de ônibus não ficava tão perto da minha casa, decidi colocar meu corpo para mexer. Meu plano quase falhou quando, depois de dois meses, a empresa mudou de endereço, duplicando a distância que eu teria que caminhar. Um colega sugeriu que eu comprasse uma bicicleta, mas, por não ter lugar no meu apartamento, eu acabei contratando os planos mensais para utilizar as bicicletas do Itaú – R$10 por mês. Utilizei o transporte público apenas em dias de chuva. Com isso, economizei um total de R$400 no período.

2. Levei lanches de casa para o trabalho.

Recebia vale refeição da empresa, então meus almoços eram pagos com ele. Porém, como o valor mensal do VR era relativamente baixo, os lanches da manhã e da tarde acabavam tendo que sair do bolso. Muitos colegas compravam café e salgados todos os dias – hábito que também adotei por um mês, até que percebi que os lanches totalmente não saudáveis me custavam em média R$10 por dia. Deixei a preguiça de lado e organizei a marmita. Fazia bolos e cookies em casa que duravam por toda a semana, comprei frutas e oleaginosas (sei que costuma ser caro, mas a dose diária é baixa e sai menos do que você pensa). Aproveitei e planejei tudo de forma que minha alimentação ficasse mais equilibrada. Economizei aproximadamente R$400 em seis meses (e me apavorei com isso).

3. Pratiquei yoga em casa.

Minha rotina corrida acabava fazendo com que meus horários fossem inconstantes. Eu nem estava inscrita em academia porque sabia que não ia conseguir ir o suficiente, mas eu gosto muito de yoga e custava só R$100 por mês para três aulas semanais. O problema é que ficava impossível frequentar alguma turma diurna, e eu tenho um pouco de pavor de andar sozinha de noite. Descobri alguns canais de yoga no youtube e comecei a praticar em casa, respeitando meu nível e minhas limitações. As práticas ficaram mais constantes e o semestre me saiu R$600 a menos. (Eu super apoio ir às aulas, mas quando as condições não são favoráveis, não vamos ficar parados!)

4. Estudei, estudei, estudei.

Eu sempre encarei a faculdade como se fosse um trabalho, visto que meus pais investiram muito em mim (apesar de a universidade ser federal, eu mudei de cidade e há diversos gastos incorridos). Como tinha um TCC para terminar, usei meus fins de semana para finalizar o trabalho em campo, ler muitas referências, testar, aplicar, etc. Claro que não acabei com minha vida social (e o fato de meus amigos estarem na mesma situação ajudou), mas as saídas a menos certamente me fizeram poupar dinheiro – pelas minhas contas, algo em torno de R$400. Além disso, fiquei com a melhor nota no TCC e muitos conhecimentos a mais.

5. Não comprei roupas no impulso.

Sei que a gente pode gastar quantias gigantescas em roupas, mas eu costumo ser controlada nesse aspecto e, por isso, é algo que nunca pesou tanto no meu orçamento. Entretanto, depois de uma organização no meu guarda roupas, percebi que tinha (e ainda tenho – culpada!) muita coisa que, inclusive, nunca foi usada, mas que eu não poderia me desfazer porque jurava que ia começar a usar (ilusão, né?). Decidi que só faria novas compras em caso de necessidade e usei a regra bem difundida do “não compre na hora; pense e, se realmente precisar, compre no dia seguinte”. Com isso, consegui contabilizar o estrago evitado: R$318 não gastos em roupas que até já esqueci como eram.

Sempre fico surpresa ao colocar tudo no papel e ver que coisinhas simples do dia a dia fazem diferença em pouco tempo. Se você parar para pensar, seis meses passam voando. Eu não sofri pra juntar aproximadamente 2000 reais nesse tempo – claro que não é a coisa mais simples do mundo, principalmente se você gosta de sair, mas, no fim, até minha disposição melhorou.

Meus dias mudaram com a mudança de cidade e certamente não conseguirei reproduzir esses pontos para deixar de gastar a mesma quantia no atual período, mas o que eu aprendi e quero mostrar é que sempre vai existir alguma coisinha que pode ser eliminada ou melhorada para que a gente consiga atingir uma meta importante. Precisamos ter consciência dos nossos gastos e evitar desperdícios. O tempo gasto para pensarmos sobre o nosso estilo de vida e o que podemos fazer juntar um dinheirinho extra compensa bastante a longo prazo.

Imagem:Unsplash

  • Adorei o post, Bruna! Também estou sempre procurando maneiras de economizar para aproveitar melhor meu dinheiro. Às vezes gastamos com tanta besteira sem nem perceber… e no final das contas faz uma grande diferença!

    Bruna respondeu:

    Obrigada, Júlia! 🙂 Verdade, né?! Confesso que até me assustei com a quantia quando coloquei os números no papel. Cada coisinha realmente faz muita diferença!