Coisas do dia a dia nas quais não vale a pena economizar

Coisas do dia a dia nas quais não vale a pena economizar

Todos sabemos que economizar é, sim, importantíssimo – devemos pensar direitinho se realmente precisamos realizar determinada compra, e, se sim, devemos pesquisar, pesquisar e pesquisar de novo, ainda que seja chato de se fazer. Só que de nada adianta fazer a compra mais barata (ou deixar de comprar algo) se a relação custo-benefício não for proveitosa. Precisamos fazer compras conscientes e inteligentes. Se o produto requerer mais manutenção, se a matéria-prima diminuir a qualidade do produto final, se o produto proporcionar um valor menor em termos de satisfação, e principalmente, se a sua saúde pagar o preço, não compre! Aí vão alguns exemplos mais comuns:

1. Alimentação.

Economizar com algo que influencia diretamente nossa saúde nunca é uma boa opção. NUNCA. Desnutrição, desidratação, hipoglicemia (diminuição da quantidade de açúcar no sangue), imunossupressão (redução da atividade ou eficiência do sistema imunológico), viroses, deficiência das principais vitaminas e nutrientes são apenas alguns exemplos do que uma alimentação errada pode gerar no organismo. Ainda que produtos orgânicos e mais saudáveis tendam a ser mais caros e necessitem de um planejamento prévio para seu preparo, o ganho com eles, no fim das contas, supera em muito qualquer lanche rápido que você encontra na rua, que, mesmo sendo consideravelmente mais barato e prático, convenhamos, é um lixo. Além disso, já mostramos aqui no blog que uma alimentação saudável pode ser bem em conta.

Outro caso de economia que não vale a pena no ramo alimentício é quando o produto em questão serve para produzir outro. Por exemplo, se você fizer um bolo com uma farinha de má qualidade (que foi comprada apenas pelo fato de que custava metade do preço) e o bolo ficar “pesado”, a economia não vai dar valido a pena – principalmente se a venda destes alimentos for a sua forma de obtenção de renda. É bom lembrar que com matéria-prima ruim, o produto final vai acabar sendo ruim também.

2. Eletrodomésticos antigos.

Por que gastar bastante dinheiro em uma geladeira nova se a que você tem na sua cozinha há dez anos faz a mesma função, não é mesmo? Bom, aquela geladeira velhinha que é quase patrimônio histórico da sua casa pode realizar a mesma função, mas, para isso, ela utiliza muito mais energia elétrica, aumentando consideravelmente a conta no final do mês e deixando ela os olhos da cara – você cogita até ficar no escuro para tentar baixar o preço a pagar. Meu avô tem um freezer que é uma novela, mas acha que é frescura trocá-lo. Não é de hoje que os equipamentos vêm com selos de classificação quanto à eficiência energética, sendo os mais econômicos representados pela letra “A”, e esse é um ponto em que precisamos prestar atenção. Por isso, deve-se cogitar mudar os eletrodomésticos por versões mais novas (não é frescura), mas, claro, gradativamente, para não passar do orçamento.

3. Segurança.

Como dito neste post, serviços de transporte como Uber e Táxi podem ser caracterizados, em situações específicas, como gastos supérfluos. É importante, entretanto, observar que em outras situações eles são um mal necessário. Nosso país está cada vez mais violento e perigoso, então, para que ninguém tenha que abrir mão de sair com os amigos para um barzinho ou festa, chamar um motorista é uma boa pedida. Não elimina os riscos, claro, mas traz certa segurança. E se você bebeu além de conta, eles te ajudam a garantir não só a sua segurança, mas também a dos outros.

4. Seguros.

Nunca se sabe quando um piano pode cair na sua cabeça enquanto você está passando em uma calçada, como nos desenhos animados. (Eu espero que algo do tipo nunca aconteça com algum de nós. Ou mesmo com um piano.) Brincadeiras à parte, coisas ruins acontecem quando menos esperamos, portanto, contratar um seguro, seja ele de vida, da casa, do carro ou de algum objeto de valor, é muito importante e não deve ser encarado como uma despesa, mas sim como um investimento de segurança para você e sua família. Se algo sair do planejado, você não precisará arcar com todos os custos da situação.

5. Cosméticos.

Tudo bem que não são artigos de primeira necessidade, mas, vaidoso ou não, todo mundo gosta de se cuidar. Que mulher nunca entrou em uma loja de maquiagens ou produtos para pele/cabelo e se perdeu lá no meio de tanta coisa que parecem tão necessárias no momento? Por serem produtos que entram em contato direto com pele e mucosas e por serem capazes de influenciar tanto na autoestima, sua compra exige muito cuidado. Tente dar prioridade àqueles que, embora mais caros, duram mais (pois rendem mais) e cumprem direitinho com sua função. Algumas marcas, como a Lush e a Cativa, são muito amor.

6. Uma boa cama.

Estima-se que o brasileiro passa em média mais de 23 anos de sua vida dormindo (levando em conta 8 horas de sono diárias e uma expectativa de vida de 71,3 anos). Muito tempo, certo? Então por que não investir em algo confortável? Por que não investir em qualidade de vida? Não sei vocês, mas, quando eu troquei de cama, minha vida mudou. Minha irmã fala a mesma coisa. Meus pais também. E meus amigos. Não tem nada como dormir bem.

7. Exercícios físicos.

Mostramos em outro post algumas formas mais econômicas de se exercitar. Porém, assim como no caso da alimentação, a prática do exercício está relacionada com uma boa saúde. É imprescindível usar um bom tênis de corrida, por exemplo, para que você não venha ter problemas no futuro. Caso você não se sinta confiante, é legal frequentar algumas aulas em academias ou contratar um profissional da área para que se tenha acompanhamento no início da prática do exercício – mais conhecida como o terror do processo, quando tudo começa a doer (tudo!, já que até o cabelo dói) e você só pensa em desistir de tudo e voltar a procrastinar.

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  • Que lindo teu blog, acabei de conhecer e estou gostando de tudo por aqui..
    Muito boa essas dicas, principalmente com relação a alimentação e a cama, já que em ambos os casos afetam nossa saúde (:

    Camila respondeu:

    Muito obrigada pelo carinho, Pâmela! Concordo com você, temos que priorizar nossa saúde, mesmo que às vezes não tão viável financeiramente à primeira vista!

  • adorei o post! Concordo com você, é muito bom economizar mas algumas coisas é melhor você pagar um pouco mais e ter um produto de ótima qualidade em mãos!

    Camila respondeu:

    Muito obrigada, Grazi! Com certeza, ás vezes realmente não vale a pena economizar um pouquinho e depois perder tudo na qualidade

  • Maíra Sobieski

    Cama é uma coisa que realmente não é possível economizar. Acabamos comprando cosméticos para as noites mal dormidas, pagando massagens pq dormimos tortos, comendo mais para ficar acordado, etc. amei essa lista! <3